segunda-feira, 16 de maio de 2011

VIVER E PRESERVAR A NATUREZA

Ganhei como presente uma pequena folhinha verde que disseram, daria uma flor linda chamada "dama da noite". Plantei com carinho na minha casa da praia e esperei durante três anos. Não desisti e continuei cuidando dela, esperando; até que agora em abril fiquei surpresa quando vi surgir da própria folha, agora de tom verde musgo e bem maior, uma brotação diferente. Fiquei entusismada e assim que chegava em casa ia logo procurar para ver como estava evoluindo aquilo que parecia ser a tão esperada flor. A brotação foi crescendo e tomando forma interessante;acompanhei com a maior ansiedade e eis que numa bela noite de lua, por volta das 22 h, a flor abriu liberando um perfume de suavidade marcante e fazendo surgir esta imagem maravilhosa que, não resisti, fotografei e agora deixo para apreciação de vocês. Com a minha idade nunca tinha visto esta espécime de flor. Ela possui a peculiaridade de só durar uma noite. Peculiaridades desta natureza divina e que, pouco a pouco, vamos destruindo.Vou tentar preservá-la com carinho para que meu neto possa conhecê-la, em sua beleza simples e única. Precisamos ser não "eco chatos" mas nos conscientizarmos, enquanto é tempo, que nossa saúde física, mental, social e ambiental depende exclusivamente do nosso engajamento de forma séria e consciente na busca do desenvolvimento com sustentabilidade, utilização de fontes renováveis de energia limpa, embargando, urgente, estas construções de hidroelétricas, num país com territótio imenso, litoral abrangente e com ventos que facilitam instalação de usinas eólicas para produção de energia limpa. Que será do nosso Pantanal com sua biodiversidade enorme, que será do nosso rio Paraíba do Sul, já tão desgatado, contaminado, poluído e ainda agora com a chance de se tornar minguado, para produção de energia hidroelétrica, com tantas outras fontes alternativas???? O nosso silencio e acomodação acaba sendo pior. Como nos tempos do Coliseu romano ficamos impassíveis assistindo ao espetáculo de destruição lenta e nos esquecendo do que deixaremos em matéria de saúde física e ambiental para nossa futura geração. Será que está geração aceitará nossa passividade diante de tanta destruição ???? Fica aqui meu momento de reflexão para o final do dia.

O FUTURO LONGE E PERTO DO LIXO

Existe intensa relação entre a saúde do homem, agentes causadores de doenças e o meio ambiente em que se vive,observando-se a rápida associação que se tem então entre o cuidado ou não com o lixo e o aparecimento de doenças. A partir deste ponto deve existir a preocupação não só por parte da sociedade civil, bem como das autoridades responsáveis pelas políticas públicas de saúde em relação á sequência que deve ter com os materiais descartados no lixo. Este cuidado deve existir, tanto por parte das pessoas, de forma individual como de forma coletiva através da organização de comunidades, em relação ao potencial tóxico dos dejetos que podem contaminar a água, o ar, o solo, os alimentos. A partir da década de 1980 é que se começou a falar de saneamento ambiental englobando água, esgoto, lixo, drenagem, já que havia sido observada estrita ligação entre a mortalidade infantil no país em locais onde havia deficiência no abastecimento de água potável,. Deve existir vigilância constante e rígida em relação aos procedimentos de coleta e destinação dos dejetos, e ainda a cobrança por necessárias e efetivas políticas públicas referentes ao saneamento e também a prática de medidas educativas permanentes que incentivem a coleta seletiva e reciclagem de materiais descartados nos mais diferentes níveis. Antigamente o lixo era composto, principalmente por materiais orgânicos que eram degradados pela natureza. Hoje o lixo do homem moderno é composto por montanhas de embalagens, pets, sacolas plásticas e outros detritos de difícil degradação. Segundo dados recentes do IBGE, a produção de lixo por pessoa no Brasil está entre 0.3 a 1,1 litros/dia gerando cerca de 230 mil toneladas, ou seja, esta quantidade enche um estádio do Maracanã inteiro. Progressivamente então, o destino dado a todo este lixo vem mudando e agora recentemente, foi criada pela Lei nº. 12.305 de 2 de agosto de 2010, e regulamentada em decreto de 23 de dezembro de 2010, do presidente à época Luiz Inácio Lula da Silva, a recente Política Nacional De Resíduos Sólidos. O texto da lei tramitou vinte anos pelo Congresso, e é considerado um marco reverencial para melhora da gestão do lixo, partindo da divisão de responsabilidades entre os geradores de resíduos divididos entre a sociedade, o poder público e a iniciativa privada. Nesta divisão cabe à sociedade participar dos programas de coleta seletiva e diminuir o consumo; ao poder público compete apresentar planos de gerenciamento para o manejo dos materiais gerados e coletados pela sociedade e as empresas privadas o recolhimento dos produtos produzidos por essas empresas, após o uso os mesmos. Entre outras determinações a Lei 12.305 obriga substituição dos chamados “lixões” por aterros ou ainda outras formas de destinação de resíduos, que deverão ser definidas até 2015, proibindo ainda a importação de quaisquer tipos de resíduos descartados como lixo. Em 50,8% dos municípios brasileiros em 2008 (fonte: Revista Radis - ENSP nº. 102) os lixões representam a destinação final dada aos resíduos sólidos classificados como lixo. Geralmente quando se toma o caminho em que o assunto é lixo o pensamento se direciona para a proteção da comunidade referente aos riscos de contrair doenças, ao visual inoportuno e mal cheiroso, que é fonte de poluição visual e a tendência de conservação deste planeta pensando nas futuras gerações. Quando estas considerações entram na análise e na discussão do problema lixo X saúde fica esquecida a outra face da moeda, geralmente não citada que diz respeito às pessoas que vivem destes lixões, excluídos socialmente, que produz um produto diferente que é o lixo humano. Esta situação também faz parte da saúde coletiva. Hoje, definitivamente, o lixo não se constitui somente em veículo causador de doenças,mas em gerador potencial de agregação de pessoas não incluídas em nossa sociedade. Saúde na conceituação atual deve ser definida como - um bem estar físico mental, social onde haja uma interrelação dinâmica entre o homem e o meio ambiente interferindo positivamente na sua produtividade. Deixar como herança pessoas e um planeta saudável requerem mudanças de conceitos e atitudes. Não adianta a luta incansável contra doenças como DENGUE, sem mudanças de atitudes em relação à abolir definitivamente os possíveis criadouros do mosquito, próximo à casa onde se vive. Não adiantam avanços tecnológicos da modernidade se ainda continuarem a nascer indivíduos, já condenados á sobreviver, de maneira desumana dos lixões nas cidades.

Saúde Ambiental - Lixo

A questão do lixo nas grandes cidades apresenta-se com um dos maiores problemas a serem enfrentados pelas administrações públicas: a falta de espaço para se disposição dos resíduos naturais, custos elevados para a coleta,deposição, reciclagem,entre outros.
O lixo subdivide-se em vários tipos:
1)     Lixo domiciliar que é composto de sobras alimentares, embalagens, papéis, papelões, plásticos, etc. Os maiores problemas de limpeza urbana referem-se a este tipo de dejetos. Existem os tipos de lixo doméstico perigoso que é aquele envolvendo produtos de limpeza como soda cáustica, ácido muriático, solventes, tintas, venenos, inseticidas domésticos, spray, etc.
2)     Lixo comercial: provenientes de estabelecimentos comerciais, restaurantes, hotéis, açougues, compondo-se de restos de alimentos, plásticos, embalagens de madeira, papéis, papelões, etc.
3)     Lixo industrial: é todo aquele resultante de atividades industriais, inclusive as envolvidas no ramo de construções. Estes tipos de resíduos causadores das maiores poluições do ambiental pela característica de seus produtos  entre eles encontram-se os produtos químicos como; ácidos, mercúrio, chumbo, dióxido de enxofre, berílio, oxidantes, alcatrão, buteno, cloro, agrotóxicos, drogas e  tetraciclina.
4)     Lixo hospitalar: formado de resíduos de diversas áreas hospitalares como setor de alimentação (cozinha), tecidos desvitalizados (restos humanos  de atos cirúrgicos), seringas descartáveis  já utilizadas, ampolas, curativos, restos de laboratório,flores, papéis, restos de medicamentos e ainda aqueles potencialmente perigosos que são os procedentes de setores de medicina nuclear, radioterapia, radiologia, quimioterapia e que exigem coleta, acondicionamento , transporte especial  e destino final especialmente definidos pelos riscos  que trazem para o ser humano.
5)     Lixo público é aquele resultante da varrição de locais públicos, podas de árvores, limpeza de mercados, feiras, da coleta de animais mortos.
6)     Lixo especial é aquele composto por pneus, veículos abandonados, dejetos depositados em locais inapropriados da zona urbana.
Muitos materiais que vão para o lixo não se deterioram permanecendo por tempos diferenciados na superfície terrestre como:

Lenço de papel

3 meses
Palito de fósforo
6 meses
Caroço de maçã
6 a 12 meses
Ponta de cigarro
1 a 2 anos
Chiclete
5 anos
Lata de aço
10 anos
Garrafa de plástico
100 anos
Garrafa de vidro
Mais de 1.000 anos
Lata de alumínio
Não se corrói nunca


  As novas técnicas de industrialização, o grande consumo e o aumento populacional e a busca incansável do ser humano para satisfazer suas necessidades, transformam os recursos naturais em bens de consumo. Este processo gera cada vez mais resíduos em que se cria um circulo vicioso no qual daqui a algum tempo não teremos mais recursos naturais que sirvam para a produção destes bens de consumo e o mundo se transformará em um imenso lixão. A partir desta constatação é preciso repensar a necessidade de implantação, dentro da administração publica, de um processo de reciclagem do lixo, a fim de, principalmente:
1-reduzir o volume diário de produção de resíduos sanitários ou lixões controlados
2-poupar recursos com a destinação final do lixo
3-contribuir com a saúde ambiental e pública
4-gerar trabalhos diretos e indiretos
5-mudar o comportamento em relação ao desperdício
6-reduzir os custos de produção pelo aproveitamento dos materiais recicláveis e
7-fortalecer uma nova mentalidade ambiental.
A saúde ambiental é parte importante da nossa qualidade de vida, portanto compete a cada um de nós e aos gestores públicos incorporar a defesa do meio ambiente em prol de uma vida cada vez melhor.